O Sertão paraibano viveu uma noite histórica no dia 19 de julho com a estreia do Palco Território Livre, uma realização do Festival Território Livre, promovido pela Academia Princesense de Letras e Artes em parceria com o Centro Cultural Banco do Nordeste. O evento aconteceu no Pátio da Mangueira, no Palacete dos Pereiras, em Princesa Isabel, e reuniu um espetáculo vibrante e multicultural que encantou o público presente.
A programação teve início às 20h com a potência sonora e visual de Luana Flores, artista paraibana que vem conquistando o país com seu projeto Nordeste Futurista. Com uma performance intensa e original, Luana uniu beats eletrônicos, tambores ancestrais e vozes femininas que resgatam memórias e apontam caminhos para o futuro. Sua apresentação foi um mergulho na força do feminino e da cultura nordestina, marcada pela inovação estética e pela ancestralidade.
Na sequência, por volta das 21h, o trio Guiss Guiss Bou Bess — que em wolof significa “A Nova Visão” — subiu ao palco trazendo um encontro impactante entre a música tradicional senegalesa e a música eletrônica contemporânea. Acompanhados do produtor e pesquisador paraibano Chico Correa, o grupo entregou uma experiência sonora intensa, que conectou o Sertão da Paraíba às raízes da África Ocidental em uma celebração de ritmos, identidade e resistência.
A Academia Princesense de Letras e Artes celebra com orgulho esse marco em sua trajetória, reafirmando o compromisso com a valorização e a expansão da cultura no interior do estado. O Festival Território Livre não apenas inaugurou um novo palco, como também inaugurou uma nova fase para a difusão cultural no Sertão.
A noite foi possível graças a uma rede de colaborações fundamentais. A Academia Princesense agradece calorosamente ao Centro Cultural Banco do Nordeste, EsfihaPI, EntreversoTv, Grêmio Literário Joaquim Inojosa, Prefeitura de Princesa Isabel, SINTEFPB e à SECULT, instituições parceiras que acreditam na cultura como ferramenta de transformação social.
Com o Palco Território Livre oficialmente inaugurado, o Sertão paraibano segue mostrando que sua arte é viva, pulsante e sem fronteiras.